Anúncio que não vira cliente é só despesa

Minha metodologia

Quatro passos. Nenhum deles tem nome bonito.

Não existe método secreto em tráfego pago. Existe ordem — e a maior parte do que dá errado acontece porque alguém pulou um destes passos para subir campanha mais rápido.

Começa aqui

  1. Diagnóstico dos números do negócio

    Sem saber quanto vale um cliente, nenhum custo por lead é bom ou ruim.

    Antes de qualquer campanha: quanto vale um cliente para você, qual margem sobra em cada venda, quem decide a compra e o que acontece depois do clique. É aqui que a maioria dos casos que eu vejo nunca passou.

    O que sai daqui

    • quanto você pode pagar por um cliente
    • qual margem sobra em cada venda
    • quem decide a compra no seu negócio

    O erro comum

    pular esta etapa e deixar a plataforma sugerir o orçamento.

  2. Pesquisa de mercado

    Começar do zero é caro: você paga com verba o que alguém já descobriu.

    Antes de criar, eu olho quem está anunciando no seu nicho, qual oferta está no ar e que criativo roda há tempo — porque anúncio que se sustenta por meses costuma estar funcionando.

    O que sai daqui

    • quem anuncia no seu nicho, e com que oferta
    • que criativo está no ar há tempo, e por quê
    • o que o concorrente promete e você ainda não

    O erro comum

    copiar o anúncio do concorrente sem saber se ele está dando lucro.

  3. Campanhas por custo por cliente e margem

    A campanha nasce com um teto: quanto pode custar um cliente para a conta ainda fechar.

    Com os números na mesa e o mercado mapeado, saem a estrutura, o criativo e a verba. E sai também o limite a partir do qual a gente para e repensa, em vez de insistir.

    O que sai daqui

    • estrutura montada a partir do seu número, não do padrão
    • criativo e oferta ligados ao que a pesquisa achou
    • o limite a partir do qual a gente para e repensa

    O erro comum

    decidir se a campanha vai bem olhando CPM e alcance.

  4. Acompanhamento e decisão por lucro

    A campanha no ar é o começo do trabalho, não o fim.

    Pausar o que não dá retorno, testar outra abordagem, redistribuir a verba — e te dizer o que mudou, por quê e o que se espera. Não é o meu dinheiro que está em jogo, e isso pesa em cada decisão.

    O que sai daqui

    • o que foi pausado, o que foi escalado e por quê
    • custo por cliente e margem, em português
    • a recomendação de parar, quando for o caso

    O erro comum

    esperar o fechamento do mês para descobrir que não deu certo.

E aí a decisão é por lucro

O que está por trás

Três coisas que eu defendo, e que explicam por que o trabalho tem esta ordem.

O trabalho é diário

Quem contrata um gestor costuma ver só o resultado no fim do mês. Mas a maior parte do trabalho acontece antes: pausar o que não dá retorno, testar outra abordagem, redistribuir a verba. São escolhas pequenas que, somadas, definem se o investimento cresce ou se perde.

O dinheiro não é meu

É isso que pesa em cada decisão. Trabalhar com a verba de outra pessoa pede um tipo de cuidado que não cabe em promessa de resultado — cabe em acompanhamento, em explicação e em parar a tempo quando algo não está indo.

Você continua dono de tudo

Campanha roda na conta de anúncios do próprio negócio. A conta, os dados e o histórico ficam com você — inclusive se um dia a gente parar de trabalhar junto.

Em qual passo o seu negócio está parado?

Na maioria dos casos que eu vejo, o anúncio está certo e o passo 01 nunca foi feito. Me conte o seu caso e a gente descobre.